Momento Canino

A Conversa com o Supervisor

Não é sempre que se tem o privilégio de anunciar aos funcionários garantia de trabalho por mais 5 anos*. Uma tal notícia em época de globalização, deve ser dita alto e em bom som e não como um fato corriqueiro. É uma oportunidade imperdível para se motivar o quadro e por isso merece ser preparada com carinho, a começar pela escolha do modelo.

Não se motiva com atitudes de gato! Se o momento é para injetar ânimo, entusiasmo, o modelo é o CACHORRO! Suba, pois, no palco do evento e lembre-se: a emissão sonora acompanhada da emissão da imagem, o fará SER VISTO e OUVIDO com mais facilidade, manterá a atenção da plateia e sua mensagem irá perdurar.

* imagine que sua empresa venceu um edital de porte, o que demandará plena produção para o quinqüênio.

A EQUAÇÃO DO CACHORRO

Observe a equação: quanto mais o corpo do emissor se movimenta, mais os corpos dos ouvintes se aquietam, condição que lhes permite ver e ouvir melhor. O corpo que não silencia, resmunga, tosse, se espreguiça, atrapalha a visão e audição!

O CORPO ATRAPALHA A VISÃO e AUDIÇÃO!

Funcionários que durante a exposição do chefe, efetuam movimentos supérfluos, como coçar o pescoço, passar a mão pelos cabelos, reajeitar os óculos e outros, estão muitas vezes executando movimentos alternativos para compensar o não movimento do corpo do emissor, o que prejudica os atos de ver e ouvir deles. Para evitar que isto aconteça em suas explanações, ao falar, principalmente nos momentos de emissão plena, como no “anúncio das novas e auspiciosas metas para o quinquênio”, não mova apenas o aparelho fonatório, mas mexa-se por inteiro. Mire-se nos CANINOS, paradigmas do SER VISTO E OUVIDO: ao emitirem suas mensagens com afinco, eles movimentam o corpo todo, orelhas, barriga, pescoço, dorso!

O MECANISMO DA "COMPENSAÇÃO"

À medida que se diminui de tamanho, contraindo-se, você se torna mais maleável, quebrável, perde aquela rigidez tão prejudicial ao ato de ouvir? Investigue o sentimento. Por acaso é de respeito e reverência diante da verdade que está por vir? De que adianta o intelecto dar importância à fala do interlocutor, se o corpo não acompanha.

Ao falar, pois, em momento tão significativo, abandone a discrição, os cuidados e exponha-se, aumente-se de tamanho diante dos outros! Dada a importância da notícia, a sua exposição deve se constituir do ponto de vista não-verbal numa DOAÇÃO DO CORPO, num “ir de encontro” aos interlocutores. Nessas ocasiões não se distancie, nem contraia o físico. Aproxime-se dos ouvintes e expanda-se, como um autêntico CANINO! No momento emissor pleno, diferentemente de no receptor, você deve “aparentar ser maior do que é”, para assim aquietar os corpos dos ouvintes mais facilmente, o que corresponde a praticar a postura corpo MANIFESTO (aproximado e expandido).

E quanto ao modo de OLHAR?

Repare no seu poodle entrando na sala de visitas. O olhar é tipo “leitura dinâmica”. Na ausência de estímulos específicos, ele tende a varrer o cenário, sem se deter em nenhum dos seus elementos, não os olhando individualmente.

NÃO OLHE OS OUVINTES INDIVIDUALMENTE

E essa atitude se justifica: se enquanto estiver falando aos funcionários, você dirige o olhar para um deles, praticando a visão felina, para a parte, o seu corpo tenderá a paralisar-se, inclusive sonoramente. Sua voz e imagem diminuirão de intensidade. Por isso, se o objetivo é motivar a platéia com eficiência comunicacional, utilize a visão e audição CANINAS. Elas não se fixam em indivíduos isolados, mas no “todo” do cenário, desconsiderando as diferenças entre eles. E para realizá-las, as alternativas são muitas: uma delas é dirigir o olhar para um ponto imaginário acima dos ouvintes, que seja para o lustre pendurado no teto ou para o horizonte ao longe …

Assim agindo, todos os interlocutores lhe parecerão iguais, não é mesmo?

Visão para o TODO (corpo atraído para as “igualdades”)

NÃO OLHE OS OUVINTES INDIVIDUALMENTE

Como o corpo CANINO, ao se atrair para as igualdades, não tem o compromisso de detectar partes, pormenores, ele está livre para se mover à vontade *. Observe novamente o seu poodle, quando você chega em casa: ele corre para um lado, para o outro, faz caretas, late –  e os olhos e orelhas junto ! Será que com essa atitude corporal ele está lhe vendo e ouvindo direito? É lógico que não! E aí está a lição dos CACHORROS:

OS MOMENTOS EXPOSITORES PLENOS, COMO OS MOTIVACIONAIS, NÃO SÃO PARA VOCÊ VER E OUVIR OS INTERLOCUTORES, MAS PARA "SER VISTO E OUVIDO POR ELES" !

* no animal de ímpeto olfativo, essa condição é imprescindível.

A conversa com o supervisor O anúncio das novas metas
Corpo parado e imóvel
Oculto (diminuído)
Visão para a PARTE
Momento do VER e OUVIR
Andando e móvel
Manifesto (aumentado)
Visão para o TODO
Momento do SER VISTO e OUVIDO

O tamanho do espaço que o executivo tem para se comunicar com o corpo no ambiente de trabalho

As pesquisas de ponta na área dos recursos humanos indicam que um dos atributos diferenciadores do executivo do futuro, será o seu desempenho na dimensão comunicacional real, ao vivo! Saber ver e ouvir se fazer visto e ouvido está entre eles.

OUTROS MODELOS

Igualmente a FELINOS e CANINOS, outros pares animais possuem libidos audiovisuais opostas, e podem servir de modelos comunicacionais. Eventualmente a Cs os utiliza em seus eventos.

Repare nos olhos do BOI lhe encarando. Você acha que o desejo deles é realmente vê-lo, ou preferem que você os veja?

Por acaso transmitem algum recado?

Ora, o olhar que ao se comunicar transmite recados é o olhar para SER VISTO! Os olhos EQUINOS, em contraponto, são utilizados exclusivamente para VER. Quando uma decisão é tomada, você é o último a saber!

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